As psicólogas do Colégio Darwin, Suyanne Carioca e Natália Conrado, prepararam um artigo sobre saúde mental neste momento em que o isolamento social se faz necessário.

As famílias enfrentam desafios na rotina com os filhos, sejam crianças ou adolescentes, além da saúde dos pais e cuidadores, por isso, toda troca de experiência é válida para atravessarmos este período.

Boa leitura!

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Como manter a saúde mental do adolescente em meio ao isolamento social pelo coronavírus

Suyanne Carioca e Natália Conrado, psicólogas do Colégio Darwin

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19), está fazendo com que vivenciemos um momento de responsabilidade coletiva com a necessidade do distanciamento social. O isolamento pode causar fortes impactos emocionais como medo, ansiedade e estresse.

Para tentarmos preservar nossa saúde mental, é necessário que saibamos administrar esse período. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava o Brasil como um dos países com mais casos de ansiedade do mundo. Sabemos ainda que a adolescência é uma fase de transição e traz consigo muitas incertezas.

É preciso que a família exerça um olhar mais atento aos adolescentes e às formas como lidarão com um período de tantas mudanças. Um dos caminhos é a possibilidade de ressignificarmos juntos a fase que estamos vivendo. Assim, ouvir com atenção as inquietações,  buscar entender o turbilhão de sensações e acolher os sentimentos é essencial para as famílias.

Além disso, faz-se necessário que uma nova rotina seja criada e isso deve ser feito em parceria entre pais e filhos. Estabeleçam horários fixos durante a semana para começar e terminar as metas do dia. Na rotina de estudos, transformar a meta principal em pequenos objetivos, dividindo todo o conteúdo a ser estudado em tópicos menores é uma possibilidade.

Realizar atividades físicas, que libera endorfina – substância que nos traz a sensação de bem-estar – é essencial. Então, busquem um espaço para se movimentarem, mesmo que morem em um ambiente pequeno.

E temos ainda as redes sociais repletas de informações para os adolescentes, excesso que pode causar mais medo e ansiedade. Sugerimos que conversem sobre o conteúdo consumido e troquem ideias sobre fontes confiáveis.

Estamos vivendo um momento atípico, que exige responsabilidade, empatia e diálogo para que as vidas sigam em uma rotina adaptada. Para as famílias, um desafio de uma convivência intensa e continuada, mas que pode servir para autoconhecimento e estreitamento de laços.

 

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